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A Influência da Alimentação na Mente

A Influência da Alimentação na Mente

by Holística Realista abril 15, 2017

Como já mencionei no post anterior, estou acompanhando as palestras da Semana da Saúde na Clínica Vidya aqui em Curitiba.
Ontem assisti ao Dr Francisco Barros falar sobre Equilíbrio, Desequilíbrio e Estilo de Vida, com grande ênfase na Alimentação.

Um ponto que me marcou bastante foi sobre como a alimentação e a ingestão de determinados grupos de alimentos tem influência na nossa mente. Isso mesmo, não só no corpo físico, mas na mente. E os exemplos e evidências faziam bastante sentido.

Ainda não falei muito sobre a Antroposofia aqui no Blog, mas é uma linha de medicina que sigo para mim e minha filha, com a qual tenho muita afinidade. Não é a linha específica da Clínica Vidya (que pratica a Medicina Integrativa), mas muitos aspectos coincidem.
A Antroposofia é bastante focada na qualidade da alimentação (alimentos vivos, orgânicos, preparados da forma mais natural possível, etc), e os argumentos são baseados (dentre vários outros aspectos) no princípio de nós ingerirmos a vida desses alimentos, e portanto suas características vitais têm influência na nossa mente e corpo, e até mesmo espírito.

Por exemplo, durante a introdução alimentar da minha filha, segundo as indicações do pediatra antroposófico, introduzimos alimentos de alguns grupos mês à mês de acordo com o momento do desenvolvimento do bebê naquela idade. Os cereais, por exemplo, foram introduzidos no 9. mês, pois “qual a caraterística do trigo, arroz, milho…?” Crescem pra cima, ficam “de pé”, né? Esta energia vital oferece suporte para aquele desenvolvimento específico da criança que ingere aquele alimento quando está pronta para ele, neste caso quando após conseguirem sentar, começam a conseguir levantar-se.

E do outro lado, a palestra de ontem mostrou que a ingestão demasiada de “alimentos mortos”, como os ultra processados/enlatados/etc incentiva pensamentos “enlatados”, rígidos. O sentimento de que pode se “comprar tudo pronto” (inclusive as relações humanas), uma “vida sintética”, e ser facilmente manipulado pelos meios de comunicação em massa (pois aceitam com facilidade tudo que está embalado, que não dá trabalho consumir, que não muda). Desestimula a sensibilidade da vida, e o sentimento de uma vida artificial se instala, aquela da sensação de sermos robôs no mundo (trabalho-casa-trabalho-fds-trabalho-repeat).

A alimentação rica em alimentos vivos, ao contrário, nos aproxima dos sentimentos da vida (e morte) e ajudam a nossa mente a diferenciar o mundo espiritual do material, da força e ao mesmo tempo fragilidade da vida, de como nós também somos perecíveis.

E a questão da Páscoa tão atrelada ao chocolate nos dias de hoje (um alimento morto, normalmente cheio de açúcar, gorduras de má qualidade, conservantes, etc), tornou esse rito espiritual profundo em mais uma data comercial de “comprar” essa experiência. Mas a transformação real, interna, verdadeira, não pode ser comprada nem embalada, nem dada de bandeja. Ela é vivenciada, experienciada, sentida e só assim realmente temos posse do nosso novo eu.

O problema é que, como o Dr Francisco deu de exemplo, quando a mente está num estado limitado (segundo ele por grande influência da alimentação), é como um computador “286” tentando rodar um programa avançado – ele não consegue processar. É assim com esses sentimentos, pensamentos mais elevados e novas idéias: precisamos cultivar uma mente viva, aberta, estimulada pela transformação que os alimentos vivos oferecem para conseguirmos entender ensinamentos mais nobres e realmente sentir essa transformação real.

Com isso, deixo vocês com essa reflexão e convido a comentarem e darem a sua opinião. Sei que é um post bastante Holística, e que convida muitos outros posts Realistas sobre como colocar isso em prática na correria do dia-a-dia, então conta um pouco da sua experiência!

Até a próxima, fiquem bem!

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